Evento voltou a Três Pontas após dez anos com programação dedicada à memória musical da cidade; shows, serenatas, atividades culturais e apresentações gratuitas movimentaram o município entre 12 e 16 de agosto
O Festival Música do Mundo retornou a Três Pontas, no Sul de Minas Gerais, entre os dias 12 e 16 de agosto de 2026, recuperando uma das principais celebrações musicais da cidade depois de um intervalo de dez anos. Criado em 2009 como uma homenagem aos músicos trespontanos Milton Nascimento e Wagner Tiso, o evento voltou a ocupar diferentes espaços do município com shows, atividades culturais, gastronomia, cortejos, palestras, workshops e encontros dedicados à história da música mineira. A programação marcou uma retomada importante para a cidade, conhecida pela forte ligação com a música brasileira. (Câmara Municipal de Três Pontas)
A edição de 2026 também reforçou a relação do festival com a memória de Milton Nascimento e Wagner Tiso. Além das apresentações musicais, a programação buscou recuperar tradições e espaços associados à trajetória dos artistas e à identidade cultural de Três Pontas. Entre os momentos de destaque esteve a Serenata dos Tiso, realizada no Cemitério Municipal, enquanto a principal noite de shows levou grandes nomes da música brasileira ao Aeroporto Lêda Mello de Resende. (SintonizeAqui)
Retorno após uma década
A volta do Festival Música do Mundo representou uma retomada aguardada pela população de Três Pontas e pelo público ligado à música brasileira. O evento chegou à sua 7ª edição em 2026 e foi anunciado oficialmente como uma iniciativa destinada a recuperar a tradição cultural construída desde 2009, quando o festival surgiu justamente para homenagear dois dos maiores nomes nascidos na cidade. A programação deste ano foi distribuída por diferentes pontos de Três Pontas, fazendo com que a música ocupasse ruas, praças, estabelecimentos comerciais e espaços culturais. (Câmara Municipal de Três Pontas)
A proposta não ficou limitada aos grandes shows. Durante os cinco dias, o público teve acesso a atividades que incluíram workshops, saraus, cortejos, apresentações de fanfarras, circuitos musicais em bares e restaurantes, experiências gastronômicas e encontros relacionados à história cultural do município. Dessa maneira, o festival foi estruturado como uma programação cultural ampla, utilizando a música como elemento central, mas também valorizando turismo, gastronomia e economia criativa. (Três Pontas Studio live)
Milton Nascimento esteve presente por meio da obra
A homenagem a Milton Nascimento ocupou posição central na edição de 2026. Embora o cantor não tenha participado presencialmente do festival, sua obra esteve presente em diferentes momentos da programação, incluindo um espetáculo especial realizado por músicos de Três Pontas que já tocaram com o artista e por convidados. O tributo foi concebido como uma forma de preservar a ligação entre a cidade e o legado de um dos nomes mais importantes da música brasileira. (Três Pontas Studio live)
A relação de Milton com Três Pontas ultrapassa a condição de cidade natal. A paisagem local também ganhou projeção por meio de sua obra, especialmente pela imagem da Serra de Três Pontas, que foi desenhada pelo próprio artista em 1976 e utilizada na capa do álbum Geraes. O elemento tornou-se um dos símbolos da relação entre o músico e a cidade e voltou a aparecer como referência cultural durante as atividades do festival. (Três Pontas Studio live)
Wagner Tiso participa da Serenata dos Tiso
Outro momento importante da programação foi a tradicional Serenata dos Tiso, realizada no dia 14 de agosto no Cemitério Municipal de Três Pontas. A atividade contou com a participação de Wagner Tiso e recuperou uma tradição associada à família do músico. O encontro reuniu artistas locais e moradores em torno de interpretações de obras relacionadas à trajetória de Milton Nascimento e ao repertório do Clube da Esquina. (SintonizeAqui)
A participação de Wagner Tiso acrescentou um componente especial à homenagem porque o músico é um dos principais representantes da história musical de Três Pontas e possui uma trajetória diretamente ligada a Milton Nascimento. Durante a serenata, Tiso participou das interpretações e emocionou o público ao tocar músicas como “Maria, Maria” e “Coração de Estudante”, reforçando o caráter afetivo do encontro e a importância da música como instrumento de preservação da memória cultural. (Folha de S.Paulo)
Grande noite de shows reuniu nomes da música brasileira
O principal momento musical do festival aconteceu em 15 de agosto, no Aeroporto Lêda Mello de Resende. A programação reuniu nomes conhecidos da música brasileira e foi estruturada para ocupar aproximadamente nove horas de atividades. Entre as atrações estiveram Beto Guedes, Chico Chico, Nando Reis e o projeto Ânima Minas, responsável pelo espetáculo especial em homenagem a Milton Nascimento. (Conexão Três Pontas)
A programação começou com a Banda Saideira e seguiu com Beto Guedes, Chico Chico, Ânima Minas e Nando Reis. O espetáculo dedicado a Milton Nascimento foi um dos momentos centrais da noite, reunindo músicos e convidados em torno de um repertório associado à trajetória do artista. O encerramento ficou por conta de Nando Reis, completando uma programação que aproximou diferentes gerações da música brasileira. (Equipe Positiva)
Programação ocupou diferentes pontos da cidade
Uma das características do retorno do festival foi a distribuição das atividades por diferentes espaços de Três Pontas. A programação incluiu ações na Casa da Cultura, circuitos gastronômicos, bares, praças e outros locais, criando uma agenda que não ficou concentrada apenas no palco principal. A intenção foi fazer com que moradores e visitantes tivessem contato com diferentes manifestações culturais durante os cinco dias de evento. (SintonizeAqui)
Entre as atividades realizadas esteve o circuito de bares, com diferentes apresentações musicais, além de saraus e cortejos de fanfarras pelas ruas da cidade. Nos dias 14 e 15 de agosto, escolas participaram do tradicional cortejo de fanfarras, levando apresentações gratuitas para as ruas e envolvendo a comunidade local na programação. A iniciativa reforçou a proposta de aproximar o festival do cotidiano da cidade. (Três Pontas Studio live)
Música e turismo caminham juntos
O retorno do Festival Música do Mundo também teve impacto na estratégia de valorização turística de Três Pontas. A organização buscou utilizar a relação da cidade com Milton Nascimento e Wagner Tiso como elemento de atração para visitantes interessados em música, cultura e história. A programação foi construída para oferecer experiências que ultrapassassem os shows e levassem o público a conhecer diferentes pontos do município. (Três Pontas Studio live)
A realização de atividades gastronômicas e culturais em diferentes espaços também contribuiu para ampliar o alcance econômico do evento. Restaurantes, bares, estabelecimentos comerciais e serviços de hospedagem puderam se beneficiar da circulação de visitantes durante os dias de programação. A própria organização incentivou moradores a disponibilizarem hospedagens para turistas, demonstrando a expectativa de movimentação provocada pelo festival. (Equipe Positiva)
Festival mantém ligação com o histórico Show Paraíso
A história do Festival Música do Mundo também está ligada a um episódio marcante da música brasileira em Três Pontas: o Show Paraíso, realizado em 1977. O evento, associado a Milton Nascimento e que reuniu importantes nomes da música brasileira, ajudou a construir a memória da cidade como um importante ponto de encontro da música nacional. A referência ao chamado “Woodstock mineiro” permanece presente na identidade do festival e ajuda a explicar a relação afetiva entre o evento e a população local. (Varginha Digital)
A retomada de 2026 procurou recuperar justamente esse espírito de encontro entre artistas, moradores e visitantes. Ao combinar grandes apresentações com atividades culturais menores, o festival buscou estabelecer uma ponte entre a tradição musical de Três Pontas e uma nova geração de artistas e público. O resultado foi uma programação que utilizou a história de Milton Nascimento e Wagner Tiso como ponto de partida para uma celebração mais ampla da música brasileira.
Uma cidade marcada pela música
Três Pontas possui uma relação histórica com a música brasileira que vai além dos dois artistas homenageados pelo festival. A cidade tornou-se conhecida por sua produção musical e pela quantidade de músicos ligados à região, ajudando a criar uma identidade cultural própria no Sul de Minas. Ao longo dos anos, o Festival Música do Mundo contribuiu para reforçar essa característica ao levar artistas nacionais e internacionais para diferentes espaços do município. (Wikipédia)
A edição de 2026 recuperou essa tradição depois de uma década sem o festival e mostrou que a ligação entre a cidade e a música continua forte. A presença de artistas consagrados, músicos locais, projetos independentes e atividades comunitárias permitiu que diferentes públicos participassem da programação. O evento também reforçou a ideia de que a memória de grandes artistas pode ser preservada não apenas por homenagens formais, mas pela continuidade das atividades culturais que ajudaram a construir sua trajetória.
O legado continua além dos palcos
O retorno do Festival Música do Mundo mostrou que a importância de Milton Nascimento e Wagner Tiso para Três Pontas não está restrita aos grandes shows. A memória dos artistas aparece nas paisagens, nas histórias de moradores, nos espaços culturais e nas tradições musicais que continuam sendo transmitidas entre diferentes gerações. A serenata, os tributos, os encontros e as apresentações realizadas durante o festival funcionaram como diferentes formas de manter essa relação viva. (Folha de S.Paulo)
A edição de 2026 também reforçou a capacidade do festival de reunir tradição e renovação. Enquanto nomes como Beto Guedes e Nando Reis levaram ao palco trajetórias consolidadas na música brasileira, artistas mais jovens e músicos locais participaram de uma programação que ampliou o espaço para novas expressões. Essa combinação ajudou a transformar o retorno do evento em uma celebração não apenas do passado, mas também da continuidade da produção musical em Três Pontas.
Três Pontas retoma espaço no calendário cultural
Depois de dez anos, o Festival Música do Mundo voltou a colocar Três Pontas no centro da programação musical de Minas Gerais durante cinco dias de agosto. A combinação entre shows, homenagens, atividades gratuitas, gastronomia e manifestações culturais fez com que diferentes regiões da cidade participassem do evento, enquanto a programação principal atraiu público interessado nos grandes nomes anunciados. (BLOG DO MADEIRA)
A homenagem a Milton Nascimento e Wagner Tiso foi o eixo que conectou as diferentes atividades. Mais do que recordar dois músicos importantes, o festival reafirmou a identidade de Três Pontas como uma cidade profundamente ligada à música brasileira. A participação de Wagner Tiso na Serenata dos Tiso, o tributo a Milton Nascimento e os shows de grandes artistas ajudaram a transformar o retorno do evento em um momento de valorização da memória cultural mineira.
Com a edição realizada entre 12 e 16 de agosto de 2026, o Festival Música do Mundo recuperou uma tradição que estava afastada do calendário cultural havia uma década. A retomada deixa como principal marca a combinação entre memória e renovação, utilizando a trajetória de Milton Nascimento e Wagner Tiso para reunir artistas, moradores e visitantes em torno da música e da cultura de Três Pontas. (Câmara Municipal de Três Pontas)
Fontes: Folha de S.Paulo — Festival na cidade de Milton Nascimento e Wagner Tiso honra legado dos mineiros; Câmara Municipal de Três Pontas — retorno do Festival Música do Mundo; Blog do Madeira — Festival Música do Mundo retorna a Três Pontas.