A reconstrução após o câncer é uma etapa fundamental do processo de reabilitação física e emocional de muitas pacientes, como informa Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico. A cirurgia reconstrutiva não tem apenas um objetivo estético, mas integra o tratamento oncológico ao devolver forma, simetria e, principalmente, qualidade de vida. Por isso, a decisão sobre quando e como reconstruir deve ser tomada de forma conjunta entre paciente, cirurgião plástico e equipe oncológica.
Se você busca entender quais são as opções de reconstrução e quais cuidados fazem parte desse processo, continue a leitura para conhecer os principais pontos envolvidos.
Reconstrução imediata e tardia: quando cada uma é indicada?
O Dr. Hayashi elucida que a reconstrução pode ser realizada no mesmo ato da cirurgia oncológica, chamada de reconstrução imediata, ou em um momento posterior, conhecida como reconstrução tardia. A escolha depende de diversos fatores, como estágio da doença, necessidade de radioterapia e condições clínicas da paciente.

Na reconstrução imediata, a vantagem é reduzir o número de cirurgias e preservar melhor a anatomia da região operada. Além disso, muitas pacientes relatam benefício emocional ao não vivenciar um período sem a mama.
Já a reconstrução tardia é indicada quando há necessidade de tratamentos complementares, como radioterapia, ou quando a paciente prefere aguardar para tomar a decisão com mais tranquilidade. Nesses casos, a reconstrução ocorre após a finalização do tratamento oncológico, respeitando o tempo de recuperação do organismo.
E quais as técnicas que podem ser utilizadas nesses casos? Veja a seguir
Principais técnicas de reconstrução utilizadas
Existem duas grandes categorias de técnicas reconstrutivas: aquelas que utilizam implantes e aquelas que utilizam tecidos da própria paciente, chamadas de reconstruções autólogas. A reconstrução com implantes é mais rápida e envolve menor tempo cirúrgico inicial, apresenta Milton Seigi Hayashi. Contudo, pode exigir procedimentos complementares ao longo do tempo, especialmente se houver radioterapia, que pode alterar a qualidade da pele e do tecido.
Por outro lado, a reconstrução autóloga utiliza tecidos de áreas como abdômen ou dorso para formar a nova mama. Técnicas como o retalho DIEP, por exemplo, preservam a musculatura abdominal e utilizam apenas pele e gordura, oferecendo resultados naturais e duradouros, embora demandem cirurgias mais longas e complexas.
A escolha da técnica depende de fatores anatômicos, preferências da paciente, histórico de tratamentos e avaliação detalhada do cirurgião. Todos esses cuidados vem de uma ação pré-operatória, confira.
Cuidados pré-operatórios: segurança começa antes da cirurgia
Antes da cirurgia, a paciente passa por avaliação clínica completa, exames laboratoriais e, em alguns casos, exames de imagem adicionais. Essa etapa é essencial para identificar riscos e planejar a técnica mais adequada.
Além disso, orientações sobre a suspensão de medicamentos, controle de doenças pré-existentes e hábitos de vida, como parar de fumar, fazem parte da preparação, principalmente em vista que essas medidas reduzem significativamente a chance de complicações no pós-operatório.
Nesse momento, o diálogo com o cirurgião é fundamental para alinhar expectativas, esclarecer dúvidas e entender o cronograma de recuperação. O acompanhamento atento, como praticado por Milton Seigi Hayashi, contribui para maior segurança e tranquilidade ao longo de todo o processo.
Pós-operatório e acompanhamento a longo prazo
Após a cirurgia, o período de recuperação envolve repouso relativo, uso de curativos específicos e, em alguns casos, drenagens temporárias. A retomada das atividades ocorre de forma gradual, sempre respeitando as orientações médicas, ressalta Hayashi.
Consultas de acompanhamento permitem avaliar cicatrização, simetria e necessidade de ajustes futuros. Em muitas situações, procedimentos complementares são realizados para refinar o resultado, como reconstrução do complexo aréolo-papilar ou pequenas correções de contorno. Além do aspecto físico, o suporte emocional também é parte importante da reabilitação, pois o impacto psicológico do câncer e das cirurgias não deve ser subestimado.
A importância da decisão compartilhada e do cuidado multidisciplinar
A reconstrução após o câncer deve ser pensada como parte de um tratamento integrado, envolvendo oncologistas, mastologistas, cirurgiões plásticos, fisioterapeutas e, quando necessário, psicólogos. Essa abordagem multidisciplinar permite avaliar riscos, planejar melhor o momento da cirurgia e oferecer suporte completo à paciente. Assim, as decisões não são tomadas de forma isolada, mas baseadas em critérios médicos e nas expectativas individuais.
Tal como sugere o médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, a decisão compartilhada é um dos pilares da boa prática cirúrgica, pois respeita a autonomia da paciente e garante que todas as alternativas sejam compreendidas antes da escolha final.
Reconstrução como parte da recuperação integral
A reconstrução após o câncer representa um passo importante na retomada da autoestima, da funcionalidade e da qualidade de vida. Com técnicas modernas e acompanhamento adequado, é possível alcançar resultados seguros e alinhados às necessidades de cada paciente.
Ao unir conhecimento técnico, experiência cirúrgica e cuidado humanizado, Milton Seigi Hayashi reforça que a reconstrução não é apenas um procedimento estético, mas parte essencial de um processo de recuperação integral. Portanto, buscar informação, conversar com profissionais especializados e participar ativamente das decisões são atitudes que contribuem para uma jornada de tratamento mais segura e consciente.
Autor: Dovah Kiin
