Nem todo projeto social nasce com estrutura, planejamento ou visibilidade. Em muitos casos, começa com uma ação simples, quase improvisada. Foi exatamente assim que teve início o trabalho de Eloizio Gomes Afonso Duraes, empresário que, em 2003, decidiu abrir espaço para ensinar informática a crianças do bairro do Jaguaré, em São Paulo.
O que parecia uma iniciativa pontual rapidamente revelou algo maior. Em poucos meses, a procura aumentou, novas demandas surgiram e a necessidade de organização se tornou evidente. Foi nesse momento que o projeto deixou de ser apenas uma ação isolada e passou a ganhar forma institucional.
Quando a demanda define o crescimento
Ao contrário de projetos planejados de cima para baixo, a evolução da iniciativa foi guiada pelas necessidades reais da comunidade. Crianças que chegavam para aprender informática também precisavam de apoio escolar. Famílias enfrentavam dificuldades básicas. O contexto exigia mais do que uma única solução.
A resposta veio em forma de expansão natural. Reforço escolar, atividades culturais e ações de apoio alimentar começaram a ser incorporados. Nesse processo, Eloizo Gomes Afonso Duraes não apenas ampliou o projeto, mas redefiniu sua proposta. A criação da Fundação Gentil marcou esse ponto de virada.
Um modelo que se adapta ao longo do tempo
Projetos sociais que permanecem ativos por muitos anos geralmente têm algo em comum: capacidade de adaptação. Ao longo de duas décadas, a estrutura construída por Eloizio Gomes Afonso Duraes passou por mudanças importantes, acompanhando novas demandas e cenários.
A expansão para estados como Maranhão, Paraíba e Pernambuco é um exemplo claro disso. O modelo desenvolvido em São Paulo mostrou que poderia ser replicado, desde que respeitadas as particularidades de cada região. Esse movimento não apenas ampliou o alcance, mas também fortaleceu a consistência do projeto.
O papel da educação dentro da estratégia
Apesar das mudanças ao longo dos anos, um elemento permaneceu central: a educação. Desde as primeiras aulas de informática até as atividades atuais, o foco sempre esteve em oferecer ferramentas que possam gerar autonomia. Cursos voltados ao uso de tecnologia, reforço escolar e atividades complementares continuam sendo parte da base do projeto.

Essa continuidade mostra que, mesmo com a diversificação das ações, a proposta principal nunca foi abandonada. Para Eloizo Gomes Afonso Duraes, a educação funciona como eixo estruturante, conectando todas as outras iniciativas.
Entre o assistencial e o estruturante
Uma característica que chama atenção na trajetória do projeto é o equilíbrio entre ações emergenciais e iniciativas de longo prazo. Ao mesmo tempo em que oferece apoio imediato, como alimentação e assistência básica, também investe em formação e desenvolvimento.
Essa combinação evita um problema comum em projetos sociais: a dependência. Ao criar oportunidades reais de crescimento, o trabalho idealizado por Eloizio Gomes Afonso Duraes busca gerar impacto que se prolonga no tempo.
Reconhecimento como consequência, não objetivo
Ao longo dos anos, a atuação do empresário passou a ser reconhecida em diferentes contextos. Homenagens e destaque em eventos comunitários surgiram como reflexo do impacto gerado.
Ainda assim, esse reconhecimento não aparece como ponto central da trajetória. Ele surge como consequência de um trabalho contínuo, construído com base em consistência e presença ativa nas comunidades atendidas.
Uma trajetória ainda em movimento
Mesmo após mais de 20 anos, o projeto segue em transformação. A reformulação que levou à estrutura de Organização Social, em 2019, indica que o processo de evolução continua. A atuação de Eloizo Gomes Afonso Duraes mostra que projetos sociais não precisam ser estáticos.
Pelo contrário, quanto maior a capacidade de adaptação, maior tende a ser o impacto. No fim, o que começou como uma iniciativa local acabou se tornando um modelo mais amplo, com alcance em diferentes regiões e atuação em múltiplas frentes. Um caminho construído passo a passo, com base em necessidades reais e decisões práticas.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez